quinta-feira, 14 de maio de 2026

Doce Amélia


Amélia a se balançar na boa aragem,

percorria idos barrentos, a cansar.
Ouve barulho frenético de carruagem,
teve medo, o forasteiro o confrontar.


Alfeu chega ofegante à dama campesina,
questiona sua solidão naquele lugar.
Ela lhe informa sobre toda sua sina,
no belo lugar de encanto, paz exemplar.


Com seu cajado, a observa com atenção,
não a intimida, lhe confia seu coração.
Acostumada aos segredos das begônias,
aves semearam flores, só tu as vias.


Grande terreno natural tinha secretas
passagens mirabolantes, aura invisível
rodeava seu corpo incólume, intocável,
sob fragrância das acácias perfumosas. 




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